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42 <![CDATA[<nav class="navbar navbar-default navbar-fixed-top" style="background-color:#143047"> <!-- style="background-color:#143047" --> <div class="container"> <!-- Brand and toggle get grouped for better mobile display --> <div class="navbar-header page-scroll"> <button type="button" class="navbar-toggle" data-toggle="collapse" data-target="#bs-example-navbar-collapse-1"> <span class="sr-only">Toggle navigation</span> <span class="icon-bar"></span> <span class="icon-bar"></span> <span class="icon-bar"></span> </button> <a title="página inicial" class="navbar-brand page-scroll" href="http://www.apmt.mt.gov.br/"><img src="http://www.gestao.mt.gov.br/img/assinatura-seplag-branco.png" class="brasao_topo" style="height:2.5em;margin-top:-0.9em;" alt=""/></a> </div> <!-- Collect the nav links, forms, and other content for toggling --> <div class="collapse navbar-collapse" id="bs-example-navbar-collapse-1"> <ul class="nav navbar-nav navbar-right"> <li class="hidden"> <a title="topo da página" class="page-scroll" href="http://www.apmt.mt.gov.br/homepage/index#page-top"> ;</a> </li> <li> <a title="institucional" class="page-scroll " data-grupo="Principal" href="http://www.apmt.mt.gov.br/homepage/lista/menu/institucional">Institucional</a> </li> <li> <a title="Acervo" class="page-scroll " data-grupo="Principal" href="http://www.apmt.mt.gov.br/homepage/lista/menu/Acervo">Acervo</a> </li> <li> <a title="gestao-de-documentos" class="page-scroll " data-grupo="Principal" href="http://www.apmt.mt.gov.br/homepage/lista/menu/gestao-de-documentos">Gestão de Documentos</a> </li> <li> <a title="difusao" class="page-scroll " data-grupo="Principal" href="http://www.apmt.mt.gov.br/homepage/lista/menu/difusao">Difusão</a> </li> <li> <a title="legislacoes" class="page-scroll " data-grupo="Principal" href="http://www.apmt.mt.gov.br/homepage/lista/menu/legislacoes">Legislações</a> </li></ul> </div> <!-- /.navbar-collapse --> </div> <!-- /.container-fluid --> </nav>]]>
52 <![CDATA[<img src="http://www.gestao.mt.gov.br/img/assinatura-seplag-branco.png" class="brasao_topo" style="height:2.5em;margin-top:-0.9em;" alt=""/>]]>
83 <![CDATA[<section class="pagina_wraper bg-light-gray" style="background:url('http://www.apmt.mt.gov.br/assets/img/header-bg.jpg')no-repeat;background-size:100%;display:block;" > <div class="container"> <div class="row"> <div class="col-lg-8"> <div class="col-lg-12"> <!-- pagina --> <div class="panel panel-default"> <div class="panel-heading" style="background-color:#1A3D5B"> <div class="titulo_pag_h5"> <i class="fa fa-angle-down fa-fw"></i> jornal de hontem julho 2016 </div> </div> <!-- /.panel-heading --> <div class="panel-body"> <p> <a href="http://www.apmt.mt.gov.br/site/jornal-de-hontem/">Edi&ccedil;&otilde;es anteriores</a></p> <p align="center"> <strong>SOB OS ESCOMBROS DE 1930:</strong></p> <p align="center"> <strong>Revolu&ccedil;&atilde;o Constitucionalista de 1932</strong></p> <p align="right"> PORTELA, Lauro</p> <p style="text-align: justify;"> <a href="/assets/uploads/kcfinder/files/Diario-da-Manha_-n.-20-_12-de-Julho-de-1932_.pdf"><img alt="" src="/assets/uploads/kcfinder/images/ALEA-jacta-est.-Diario-da-Manha_-Corumba_-n.-15_-6-jul.-1932_-p.-1..jpg" style="width: 200px; height: 285px; border-width: 1px; border-style: solid; margin: 3px; float: left;" /></a>Em 12 de julho de 1932, o Di&aacute;rio da Manh&atilde; reverberou uma not&iacute;cia alarmante advinda de S&atilde;o Paulo: &ldquo;(&hellip;) a Circumscrip&ccedil;&atilde;o Militar deste Estado [de Mato Grosso] se levantou juntamente com a Regi&atilde;o de S. Paulo, commandadas estas pelos Generaes Izidoro Dias Lopes e Bertholdo Klinger.&rdquo; O que era, &agrave;quela altura, um boato, revelou-se numa guerra civil que consumiu o pa&iacute;s por pouco mais de tr&ecirc;s meses, opondo o estado de S&atilde;o Paulo apoiado pelas guarni&ccedil;&otilde;es militares do sul de Mato Grosso (autodeclarado estado de Maracaju, com capital em Campo Grande) ao restante do Brasil (incluindo o norte de Mato Grosso).</p> <p style="text-align: justify;"> A Revolu&ccedil;&atilde;o Constitucionalista de 1932, como ficou oficialmente conhecida, foi o resultado do choque de for&ccedil;as pol&iacute;tico-olig&aacute;rquicas gestadas na &ldquo;Crise dos Anos 20&rdquo; no contexto da Primeira Rep&uacute;blica brasileira (1889-1930). Nesta crise, a hegemonia pol&iacute;tica paulista e mineira e a sucess&atilde;o destes, chamada de &ldquo;pol&iacute;tica do caf&eacute; com leite&rdquo;, na Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica foi questionada, em 1922. Neste ano emblem&aacute;tico, pois &eacute; o ano da Semana de Arte Moderna, a vit&oacute;ria paulista-mineira nas elei&ccedil;&otilde;es fraudadas levantou furor revolucion&aacute;rio nos jovens militares (tenentes, em sua maioria, mas tamb&eacute;m capit&atilde;es) do Forte de Copacabana e em algumas guarni&ccedil;&otilde;es mato-grossenses (estas logo sufocadas), cujo desfecho do aquartelamento fez restar na mem&oacute;ria coletiva a imagem dos &ldquo;18 do Forte&rdquo; enfrentando nas ruas as tropas federais.</p> <p style="text-align: justify;"> O descontentamento advindo da baixa oficialidade em rela&ccedil;&atilde;o ao dom&iacute;nio olig&aacute;rquico continuou nos anos seguintes em movimentos que ficaram conhecidos como &ldquo;tenentismos&rdquo;. Estes movimentos compreendem, al&eacute;m dos 18 do Forte, os levantes paulistas de julho de 1924 e a Coluna Prestes. Os primeiros liderados pelo general Isidoro Dias Lopes, pelo major Miguel Costa (da For&ccedil;a P&uacute;blica de S&atilde;o Paulo), pelos tenentes Joaquim T&aacute;vora, Jo&atilde;o Cabral (tamb&eacute;m da For&ccedil;a P&uacute;blica paulista), Eduardo Gomes, Juarez T&aacute;vora e Estillac Leal (os tr&ecirc;s &uacute;ltimos sobreviventes e participantes do tenentismo de 1922). A Coluna Prestes, por sua vez, foi liderada pelo capit&atilde;o Lu&iacute;s Carlos Prestes, e foi formada pelo encontro das for&ccedil;as rebeladas em S&atilde;o Paulo e as que se rebelaram no Rio Grande do Sul, em 1925, durando at&eacute; 1927, ap&oacute;s percorrer mais de 25 mil quil&ocirc;metros pelo interior do Brasil. Seus l&iacute;deres se exilaram, finalmente, na Bol&iacute;via e na Argentina.</p> <p style="text-align: justify;"> Em 1929, as oligarquias paulistas, reunidas em torno do Partido Republicano Paulista, quebraram o revezamento com a oligarquia de Minas Gerais: ao inv&eacute;s de um mineiro, o sucessor de Washington Lu&iacute;s (chamado de &ldquo;paulista de Maca&eacute;&rdquo;, pois era fluminense de nascimento, mas cresceu em S&atilde;o Paulo) seria o paulista J&uacute;lio Prestes, tendo como seu candidato a vice-presidente o baiano Vital Soares. Al&eacute;m de S&atilde;o Paulo, os grupos olig&aacute;rquicos de 16 estados apoiaram a chapa. Em Minas, contrariados, os chefes pol&iacute;ticos decidiram apoiar a chapa da Alian&ccedil;a Liberal, cujo candidato &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica era o ga&uacute;cho Get&uacute;lio Vargas, tendo como vice o paraibano Jo&atilde;o Pessoa.</p> <p style="text-align: justify;"> Em mar&ccedil;o de 1930, o pa&iacute;s foi &agrave;s urnas num processo eleitoral fraudado por ambas as chapas e seus aliados eleitorais locais, e J&uacute;lio Prestes saiu vitorioso. Todavia, n&atilde;o houve reconhecimento de vit&oacute;ria, dando ensejo &agrave; conspira&ccedil;&atilde;o militar contra o ainda presidente Washington Lu&iacute;s. O assassinato de Jo&atilde;o Pessoa, em julho, fruto de um crime passional e n&atilde;o pol&iacute;tico, acirrou ainda mais o &acirc;nimos pol&iacute;ticos. A 3 de outubro, sob a lideran&ccedil;a de Vargas e de G&oacute;es Monteiro, iniciavam-se levantes no Rio Grande do Sul, Minas Gerais e no atual Nordeste brasileiro. A 24 de outubro, as tropas revoltosas cercaram o Pal&aacute;cio Guanabara (sede do Governo Federal) exigindo a ren&uacute;ncia de Washington Lu&iacute;s, que foi preso, passando o poder a uma Junta Militar. Em 3 de novembro, Vargas foi empossado chefe do Governo Provis&oacute;rio.</p> <p style="text-align: justify;"> Para controlar a situa&ccedil;&atilde;o e consolidar seu governo, Vargas reduziu o poder de fogo das for&ccedil;as p&uacute;blicas estaduais, quase as extinguindo. Tamb&eacute;m nomeou como interventores federais nos estados os antigos tenentistas. Foi uma maneira de destituir do poder as oligarquias estaduais, neutralizando qualquer rea&ccedil;&atilde;o por parte delas. Neste per&iacute;odo, para Mato Grosso, foi nomeado o comandante militar da guarni&ccedil;&atilde;o de Cuiab&aacute; major Sebasti&atilde;o Rabelo Leite, depois substitu&iacute;do pelo tenente-coronel reformado Antonino Mena Gon&ccedil;alves. Mas em S&atilde;o Paulo residia a maior resist&ecirc;ncia. Os interventores federais nomeados para o estado desagradavam &agrave; oligarquia paulista. L&aacute;, Vargas nomeou o &ldquo;tenente&rdquo; Jo&atilde;o Alberto como interventor, indicando como chefe da For&ccedil;a P&uacute;blica o tamb&eacute;m &ldquo;tenente&rdquo; Miguel Costa.</p> <p style="text-align: justify;"> Antes hegem&ocirc;nica, a oligarquia paulista se viu ref&eacute;m do governo central instalado pela Revolu&ccedil;&atilde;o de 1930, no Rio de Janeiro. O Governo Provis&oacute;rio era chamado de ditadura e ditador era o seu chefe, Get&uacute;lio Vargas. Em apoio &agrave; Revolu&ccedil;&atilde;o de 1930, formaram-se legi&otilde;es revolucion&aacute;rias em todo pa&iacute;s e, no Rio de Janeiro, foi fundado, o &ldquo;Clube 3 de Outubro&rdquo;, sob a influ&ecirc;ncia dos l&iacute;deres do tenentismo.</p> <p style="text-align: justify;"> Apoiada por parcela da popula&ccedil;&atilde;o urbana do pa&iacute;s, a Revolu&ccedil;&atilde;o de 1930 representou o cumprimento do ide&aacute;rio de moraliza&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica defendido pelos jovens tenentes nos anos 1920. Neste sentido, esperava-se do Governo Provis&oacute;rio, de imediato, uma reforma eleitoral que concretizasse tal aspira&ccedil;&atilde;o. Todavia o C&oacute;digo Eleitoral (dec. n. 21.076) s&oacute; foi decretado em fevereiro de 1932, e, mesmo instituindo a Justi&ccedil;a Eleitoral, o voto secreto, o voto feminino, representa&ccedil;&atilde;o proporcional e classista, em nada mencionava as elei&ccedil;&otilde;es para a Assembleia Constituinte. Essa demora em nada agradava as oligarquias estaduais, pois a normalidade pol&iacute;tica poderia significar a reconquista do poder perdido para a Revolu&ccedil;&atilde;o de 1930. Por outro lado, novas elei&ccedil;&otilde;es significariam, para as popula&ccedil;&otilde;es urbanas da classe m&eacute;dia e oper&aacute;ria, a chance de conquistar mais espa&ccedil;o na pol&iacute;tica.</p> <p style="text-align: justify;"> Apenas tr&ecirc;s meses depois, atrav&eacute;s do decreto n. 21.402/32 as elei&ccedil;&otilde;es foram marcadas para o m&ecirc;s de maio de 1933 e uma comiss&atilde;o foi criada para escrever o anteprojeto constitucional. Dessa vez, as lideran&ccedil;as tenentistas se demonstraram descontentes: entendiam que uma constituinte &agrave;quela altura representaria um obst&aacute;culo para as transforma&ccedil;&otilde;es pol&iacute;tico-sociais ainda em curso no pa&iacute;s. No m&iacute;nimo, significava entregar os poderes estaduais nas m&atilde;os das antigas oligarquias dominantes.</p> <p style="text-align: justify;"> O impasse levou o Governo Provis&oacute;rio a perder apoio, entre fevereiro e julho de 1932, de importantes aliados pol&iacute;ticos em S&atilde;o Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Nestes tr&ecirc;s estados, formaram-se as chamadas &ldquo;Frentes &Uacute;nicas&rdquo;. Em S&atilde;o Paulo, a Frente &Uacute;nica Paulista (FUP) que articulou o movimento armado contra Get&uacute;lio Vargas. Se n&atilde;o bastasse a demora na elei&ccedil;&atilde;o de uma Constiuinte, um pretexto maior ainda foi explorado: o assassinato. A 23 de maio de 1932, um grupo de opositores ao Governo Provis&oacute;rio tentou invadir o Clube 3 de Outubro e foram recebido a bala por membros da Liga Revolucion&aacute;ria. Cinco jovens estudantes morreram: M&aacute;rio Martins de Almeida (31 anos), Euclides Bueno Miragaia (21 anos), Dr&aacute;usio Marcondes de Sousa (14 anos), Ant&ocirc;nio Am&eacute;rico Camargo de Andrade (30 anos) e Orlando de Oliveira Alvarenga (31 anos, foi inclu&iacute;do posteriormente, pois morreu apenas tr&ecirc;s meses depois do fat&iacute;dico). As iniciais de um dos nomes dos quatro primeiros formaram a sigla MMDC (Martins, Miragaia, Dr&aacute;usio e Camargo) e se tornaram a bandeira de luta contra o Governo Provis&oacute;rio.</p> <p style="text-align: justify;"> O &ldquo;Di&aacute;rio da Manh&atilde;&rdquo; noticiou a campanha constitucionalista em seu n&uacute;mero de 6 de julho de 1932, escrevendo que &ldquo;As frentes unicas do Rio Grande, S&atilde;o Paulo e Minas, a maioria dos adeptos nos Estados da Uni&atilde;o, inclusive Matto Grosso, onde o sentimento constitucionalista dia a dia mais se torna victorioso, deixam claramente accentuada a id&eacute;a que o Brasil ser&aacute; ingressado, immediatamente, no regime do direito, n&atilde;o continuando mais ao arb&iacute;trio de um dictador e na intranquilidade em que vive h&aacute; quasi dois annos.&rdquo;</p> <p style="text-align: justify;"> Com m&aacute;rtires e certo do apoio militar de Minas, do Rio Grande do Sul e do comando regional militar em Mato Grosso, sob as ordens do general Bertoldo Klinger, S&atilde;o Paulo se lan&ccedil;ou numa guerra contra o Governo Provis&oacute;rio a 9 de julho de 1932. Todavia, o esperado apoio mineiro nunca chegou; no Rio Grande do Sul, um reduzido n&uacute;mero de milicianos comandados por Borgers de Medeiros tentaram sem sucesso atrasar as for&ccedil;as legalistas que se dirigiam a S&atilde;o Paulo; de Mato Grosso, apenas Bertoldo Klinger e alguns oficiais chegou ao territ&oacute;rio paulista, e, mesmo com a insurrei&ccedil;&atilde;o da por&ccedil;&atilde;o sul do estado seccionado em estado de Maracaj&uacute;, for&ccedil;as federais advindas do ent&atilde;o norte mato-grossense e do Rio Grande do Sul conseguiram abafar os insurretos.</p> <p style="text-align: justify;"> H&aacute; quem acusasse um car&aacute;ter separatista no movimento constitucionalista. Este fato &eacute; negado por pesquisas mais apuradas, como a da tese de doutorado de Jo&atilde;o Paulo Rodrigues intitulada &ldquo;O levante &lsquo;Constitucionalista&rsquo; de 1932 e a for&ccedil;a da tradi&ccedil;&atilde;o: do conflito b&eacute;lico &agrave; batalha pela mem&oacute;ria (1932-1934)&rdquo;. Suas an&aacute;lises de fotografias demonstraram que o movimento teve uma participa&ccedil;&atilde;o popular de diferentes estratos sociais (al&eacute;m da elite branca, o operariado, os negros e mulheres se fizeram presentes). O discurso separatista ficou a cargo de um reduzid&iacute;ssimo n&uacute;mero de intelectuais, tal como Monteiro Lobato, que pregava a hegemonia paulista na pol&iacute;tica nacional ou a se a separa&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Paulo.</p> <p style="text-align: justify;"> Em outubro de 1932, exauridos e contando com uma imensa desigualdade num&eacute;rica (eram cerca de 40 mil entre volunt&aacute;rios e militares da For&ccedil;a P&uacute;blica Paulista contra todo o efetivo federal das tr&ecirc;s armas mais apoio das for&ccedil;as p&uacute;blicas estaduais) S&atilde;o Paulo assinou sua rendi&ccedil;&atilde;o. Seus l&iacute;deres foram presos e depois exilados. O desequil&iacute;brio de for&ccedil;as esteve presente tamb&eacute;m no uso de armamentos e em estrat&eacute;gias inventivas para simular poder de fogo por parte dos paulista, por exemplo, no caso da matraca. F&aacute;bricas foram redesenhadas para fabricar capacetes de guerra; carros, locomotivas e tratores foram adaptados em ve&iacute;culos blindados. Ouro foi arrecadado junto &agrave; popula&ccedil;&atilde;o para financiar o esfor&ccedil;o de guerra. As sobras do que foi arrecadado em ouro financiaram o &ldquo;Edif&iacute;cio Ouro para o Bem de S&atilde;o Paulo&rdquo;. Constru&iacute;do na regi&atilde;o da S&eacute;, seu desenho lembra a bandeira paulista tremulando. S&atilde;o Paulo chegou a ser bombardeada por esquadras federais e a ter cerco mar&iacute;timo imposto pela Marinha do Brasil.</p> <p style="text-align: justify;"> Finalmente, &eacute; importante salientar que o movimento constitucionalista, embora tivesse origens nos partidos olig&aacute;rquicos paulistas (o PRP e o PD), foi abra&ccedil;ado pela popula&ccedil;&atilde;o que acorreu ao servi&ccedil;o volunt&aacute;rio em todo o estado. &Eacute; neste ponto que temos que analisar com cuidado. Como explicitou o soci&oacute;logo Ant&ocirc;nio C&acirc;ndido, em depoimento para o document&aacute;rio &ldquo;<em>32, a Guerra Civil</em>&rdquo; de Eduardo Escorel (Brasil, 1992), a revolu&ccedil;&atilde;o significou, do ponto de vista da ideologia liberal das classes dominantes, um progresso, pois impunha ao Governo Provis&oacute;rio a necessidade de uma Constituinte. Todavia, do ponto de vista sociol&oacute;gico, caso o projeto liberal fosse vitorioso, representaria um completo retrocesso social nas discuss&otilde;es j&aacute; em curso do que viriam a ser as conquistas trabalhistas e sociais.</p> <p style="text-align: justify;"> <a href="/assets/uploads/kcfinder/files/O-BOATO.-Diario-da-Manha_-Corumba_-n.-11_-1__-jul.-1932_-p.-1..pdf"><img alt="" src="/assets/uploads/kcfinder/images/O-BOATO.-Diario-da-Manha_-Corumba_-n.-11_-1__-jul.-1932_-p.-1..jpg" style="width: 150px; height: 218px;" /></a> ; ; ; ; ; ;<a href="/assets/uploads/kcfinder/files/EXEMPLO-dignificante.-Diario-da-Manha_-Corumba_-n.-13_-3-jul.-1932_-p.-1..pdf"><img alt="" src="/assets/uploads/kcfinder/images/EXEMPLO-dignificante.-Diario-da-Manha_-Corumba_-n.-13_-3-jul.-1932_-p.-1..jpg" style="width: 150px; height: 218px;" /></a> ; ; ; ; ; ;<a href="/assets/uploads/kcfinder/files/MOMENTO-decisivo.-Diario-da-Manha_-Corumba_-n.-14_-4-jul.-1932_-p.-1..pdf"><img alt="" src="/assets/uploads/kcfinder/images/MOMENTO-decisivo.-Diario-da-Manha_-Corumba_-n.-14_-4-jul.-1932_-p.-1..jpg" style="width: 150px; height: 218px;" /></a> ; ; ; ; ; ;<a href="/assets/uploads/kcfinder/files/ALEA-jacta-est.-Diario-da-Manha_-Corumba_-n.-15_-6-jul.-1932_-p.-1..pdf"><img alt="" src="/assets/uploads/kcfinder/images/ALEA-jacta-est.-Diario-da-Manha_-Corumba_-n.-15_-6-jul.-1932_-p.-1..jpg" style="width: 150px; height: 218px;" /></a></p> <p style="text-align: justify;"> <a href="http://www.apmt.mt.gov.br/site/para-saber-mais-jornal-de-hontem-julho-2016">Para saber mais...</a></p> </div> <!-- /.panel-body --> </div> <!-- fim pagina --> <!-- galeria --> <!-- fim galeria --> </div> </div> <div class="col-lg-4"> <div class="col-lg-12 pagina-menu"> <div class="panel panel-default"> <div class="panel-heading"> <div class="titulo_pag_h5"> Conectado <i class="fa fa-angle-double-right fa-arrows"></i> </div> </div> <!-- /.panel-heading --> <div class="conexo panel-body"> <i>Nada por enquanto...</i> </div> <!-- /.panel-body --> </div> </div> </div> </div> </div> </section>]]>
93 <![CDATA[<div class="panel-heading" style="background-color:#1A3D5B"> <div class="titulo_pag_h5"> <i class="fa fa-angle-down fa-fw"></i> jornal de hontem julho 2016 </div> </div>]]>
107 <![CDATA[<p style="text-align: justify;"> <a href="/assets/uploads/kcfinder/files/Diario-da-Manha_-n.-20-_12-de-Julho-de-1932_.pdf"><img alt="" src="/assets/uploads/kcfinder/images/ALEA-jacta-est.-Diario-da-Manha_-Corumba_-n.-15_-6-jul.-1932_-p.-1..jpg" style="width: 200px; height: 285px; border-width: 1px; border-style: solid; margin: 3px; float: left;" /></a>Em 12 de julho de 1932, o Di&aacute;rio da Manh&atilde; reverberou uma not&iacute;cia alarmante advinda de S&atilde;o Paulo: &ldquo;(&hellip;) a Circumscrip&ccedil;&atilde;o Militar deste Estado [de Mato Grosso] se levantou juntamente com a Regi&atilde;o de S. Paulo, commandadas estas pelos Generaes Izidoro Dias Lopes e Bertholdo Klinger.&rdquo; O que era, &agrave;quela altura, um boato, revelou-se numa guerra civil que consumiu o pa&iacute;s por pouco mais de tr&ecirc;s meses, opondo o estado de S&atilde;o Paulo apoiado pelas guarni&ccedil;&otilde;es militares do sul de Mato Grosso (autodeclarado estado de Maracaju, com capital em Campo Grande) ao restante do Brasil (incluindo o norte de Mato Grosso).</p>]]>
108 <![CDATA[<img alt="" src="/assets/uploads/kcfinder/images/ALEA-jacta-est.-Diario-da-Manha_-Corumba_-n.-15_-6-jul.-1932_-p.-1..jpg" style="width: 200px; height: 285px; border-width: 1px; border-style: solid; margin: 3px; float: left;" />]]>
109 <![CDATA[<p style="text-align: justify;"> A Revolu&ccedil;&atilde;o Constitucionalista de 1932, como ficou oficialmente conhecida, foi o resultado do choque de for&ccedil;as pol&iacute;tico-olig&aacute;rquicas gestadas na &ldquo;Crise dos Anos 20&rdquo; no contexto da Primeira Rep&uacute;blica brasileira (1889-1930). Nesta crise, a hegemonia pol&iacute;tica paulista e mineira e a sucess&atilde;o destes, chamada de &ldquo;pol&iacute;tica do caf&eacute; com leite&rdquo;, na Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica foi questionada, em 1922. Neste ano emblem&aacute;tico, pois &eacute; o ano da Semana de Arte Moderna, a vit&oacute;ria paulista-mineira nas elei&ccedil;&otilde;es fraudadas levantou furor revolucion&aacute;rio nos jovens militares (tenentes, em sua maioria, mas tamb&eacute;m capit&atilde;es) do Forte de Copacabana e em algumas guarni&ccedil;&otilde;es mato-grossenses (estas logo sufocadas), cujo desfecho do aquartelamento fez restar na mem&oacute;ria coletiva a imagem dos &ldquo;18 do Forte&rdquo; enfrentando nas ruas as tropas federais.</p>]]>
111 <![CDATA[<p style="text-align: justify;"> O descontentamento advindo da baixa oficialidade em rela&ccedil;&atilde;o ao dom&iacute;nio olig&aacute;rquico continuou nos anos seguintes em movimentos que ficaram conhecidos como &ldquo;tenentismos&rdquo;. Estes movimentos compreendem, al&eacute;m dos 18 do Forte, os levantes paulistas de julho de 1924 e a Coluna Prestes. Os primeiros liderados pelo general Isidoro Dias Lopes, pelo major Miguel Costa (da For&ccedil;a P&uacute;blica de S&atilde;o Paulo), pelos tenentes Joaquim T&aacute;vora, Jo&atilde;o Cabral (tamb&eacute;m da For&ccedil;a P&uacute;blica paulista), Eduardo Gomes, Juarez T&aacute;vora e Estillac Leal (os tr&ecirc;s &uacute;ltimos sobreviventes e participantes do tenentismo de 1922). A Coluna Prestes, por sua vez, foi liderada pelo capit&atilde;o Lu&iacute;s Carlos Prestes, e foi formada pelo encontro das for&ccedil;as rebeladas em S&atilde;o Paulo e as que se rebelaram no Rio Grande do Sul, em 1925, durando at&eacute; 1927, ap&oacute;s percorrer mais de 25 mil quil&ocirc;metros pelo interior do Brasil. Seus l&iacute;deres se exilaram, finalmente, na Bol&iacute;via e na Argentina.</p>]]>
113 <![CDATA[<p style="text-align: justify;"> Em 1929, as oligarquias paulistas, reunidas em torno do Partido Republicano Paulista, quebraram o revezamento com a oligarquia de Minas Gerais: ao inv&eacute;s de um mineiro, o sucessor de Washington Lu&iacute;s (chamado de &ldquo;paulista de Maca&eacute;&rdquo;, pois era fluminense de nascimento, mas cresceu em S&atilde;o Paulo) seria o paulista J&uacute;lio Prestes, tendo como seu candidato a vice-presidente o baiano Vital Soares. Al&eacute;m de S&atilde;o Paulo, os grupos olig&aacute;rquicos de 16 estados apoiaram a chapa. Em Minas, contrariados, os chefes pol&iacute;ticos decidiram apoiar a chapa da Alian&ccedil;a Liberal, cujo candidato &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica era o ga&uacute;cho Get&uacute;lio Vargas, tendo como vice o paraibano Jo&atilde;o Pessoa.</p>]]>
115 <![CDATA[<p style="text-align: justify;"> Em mar&ccedil;o de 1930, o pa&iacute;s foi &agrave;s urnas num processo eleitoral fraudado por ambas as chapas e seus aliados eleitorais locais, e J&uacute;lio Prestes saiu vitorioso. Todavia, n&atilde;o houve reconhecimento de vit&oacute;ria, dando ensejo &agrave; conspira&ccedil;&atilde;o militar contra o ainda presidente Washington Lu&iacute;s. O assassinato de Jo&atilde;o Pessoa, em julho, fruto de um crime passional e n&atilde;o pol&iacute;tico, acirrou ainda mais o &acirc;nimos pol&iacute;ticos. A 3 de outubro, sob a lideran&ccedil;a de Vargas e de G&oacute;es Monteiro, iniciavam-se levantes no Rio Grande do Sul, Minas Gerais e no atual Nordeste brasileiro. A 24 de outubro, as tropas revoltosas cercaram o Pal&aacute;cio Guanabara (sede do Governo Federal) exigindo a ren&uacute;ncia de Washington Lu&iacute;s, que foi preso, passando o poder a uma Junta Militar. Em 3 de novembro, Vargas foi empossado chefe do Governo Provis&oacute;rio.</p>]]>
117 <![CDATA[<p style="text-align: justify;"> Para controlar a situa&ccedil;&atilde;o e consolidar seu governo, Vargas reduziu o poder de fogo das for&ccedil;as p&uacute;blicas estaduais, quase as extinguindo. Tamb&eacute;m nomeou como interventores federais nos estados os antigos tenentistas. Foi uma maneira de destituir do poder as oligarquias estaduais, neutralizando qualquer rea&ccedil;&atilde;o por parte delas. Neste per&iacute;odo, para Mato Grosso, foi nomeado o comandante militar da guarni&ccedil;&atilde;o de Cuiab&aacute; major Sebasti&atilde;o Rabelo Leite, depois substitu&iacute;do pelo tenente-coronel reformado Antonino Mena Gon&ccedil;alves. Mas em S&atilde;o Paulo residia a maior resist&ecirc;ncia. Os interventores federais nomeados para o estado desagradavam &agrave; oligarquia paulista. L&aacute;, Vargas nomeou o &ldquo;tenente&rdquo; Jo&atilde;o Alberto como interventor, indicando como chefe da For&ccedil;a P&uacute;blica o tamb&eacute;m &ldquo;tenente&rdquo; Miguel Costa.</p>]]>
119 <![CDATA[<p style="text-align: justify;"> Antes hegem&ocirc;nica, a oligarquia paulista se viu ref&eacute;m do governo central instalado pela Revolu&ccedil;&atilde;o de 1930, no Rio de Janeiro. O Governo Provis&oacute;rio era chamado de ditadura e ditador era o seu chefe, Get&uacute;lio Vargas. Em apoio &agrave; Revolu&ccedil;&atilde;o de 1930, formaram-se legi&otilde;es revolucion&aacute;rias em todo pa&iacute;s e, no Rio de Janeiro, foi fundado, o &ldquo;Clube 3 de Outubro&rdquo;, sob a influ&ecirc;ncia dos l&iacute;deres do tenentismo.</p>]]>
121 <![CDATA[<p style="text-align: justify;"> Apoiada por parcela da popula&ccedil;&atilde;o urbana do pa&iacute;s, a Revolu&ccedil;&atilde;o de 1930 representou o cumprimento do ide&aacute;rio de moraliza&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica defendido pelos jovens tenentes nos anos 1920. Neste sentido, esperava-se do Governo Provis&oacute;rio, de imediato, uma reforma eleitoral que concretizasse tal aspira&ccedil;&atilde;o. Todavia o C&oacute;digo Eleitoral (dec. n. 21.076) s&oacute; foi decretado em fevereiro de 1932, e, mesmo instituindo a Justi&ccedil;a Eleitoral, o voto secreto, o voto feminino, representa&ccedil;&atilde;o proporcional e classista, em nada mencionava as elei&ccedil;&otilde;es para a Assembleia Constituinte. Essa demora em nada agradava as oligarquias estaduais, pois a normalidade pol&iacute;tica poderia significar a reconquista do poder perdido para a Revolu&ccedil;&atilde;o de 1930. Por outro lado, novas elei&ccedil;&otilde;es significariam, para as popula&ccedil;&otilde;es urbanas da classe m&eacute;dia e oper&aacute;ria, a chance de conquistar mais espa&ccedil;o na pol&iacute;tica.</p>]]>
123 <![CDATA[<p style="text-align: justify;"> Apenas tr&ecirc;s meses depois, atrav&eacute;s do decreto n. 21.402/32 as elei&ccedil;&otilde;es foram marcadas para o m&ecirc;s de maio de 1933 e uma comiss&atilde;o foi criada para escrever o anteprojeto constitucional. Dessa vez, as lideran&ccedil;as tenentistas se demonstraram descontentes: entendiam que uma constituinte &agrave;quela altura representaria um obst&aacute;culo para as transforma&ccedil;&otilde;es pol&iacute;tico-sociais ainda em curso no pa&iacute;s. No m&iacute;nimo, significava entregar os poderes estaduais nas m&atilde;os das antigas oligarquias dominantes.</p>]]>
125 <![CDATA[<p style="text-align: justify;"> O impasse levou o Governo Provis&oacute;rio a perder apoio, entre fevereiro e julho de 1932, de importantes aliados pol&iacute;ticos em S&atilde;o Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Nestes tr&ecirc;s estados, formaram-se as chamadas &ldquo;Frentes &Uacute;nicas&rdquo;. Em S&atilde;o Paulo, a Frente &Uacute;nica Paulista (FUP) que articulou o movimento armado contra Get&uacute;lio Vargas. Se n&atilde;o bastasse a demora na elei&ccedil;&atilde;o de uma Constiuinte, um pretexto maior ainda foi explorado: o assassinato. A 23 de maio de 1932, um grupo de opositores ao Governo Provis&oacute;rio tentou invadir o Clube 3 de Outubro e foram recebido a bala por membros da Liga Revolucion&aacute;ria. Cinco jovens estudantes morreram: M&aacute;rio Martins de Almeida (31 anos), Euclides Bueno Miragaia (21 anos), Dr&aacute;usio Marcondes de Sousa (14 anos), Ant&ocirc;nio Am&eacute;rico Camargo de Andrade (30 anos) e Orlando de Oliveira Alvarenga (31 anos, foi inclu&iacute;do posteriormente, pois morreu apenas tr&ecirc;s meses depois do fat&iacute;dico). As iniciais de um dos nomes dos quatro primeiros formaram a sigla MMDC (Martins, Miragaia, Dr&aacute;usio e Camargo) e se tornaram a bandeira de luta contra o Governo Provis&oacute;rio.</p>]]>
127 <![CDATA[<p style="text-align: justify;"> O &ldquo;Di&aacute;rio da Manh&atilde;&rdquo; noticiou a campanha constitucionalista em seu n&uacute;mero de 6 de julho de 1932, escrevendo que &ldquo;As frentes unicas do Rio Grande, S&atilde;o Paulo e Minas, a maioria dos adeptos nos Estados da Uni&atilde;o, inclusive Matto Grosso, onde o sentimento constitucionalista dia a dia mais se torna victorioso, deixam claramente accentuada a id&eacute;a que o Brasil ser&aacute; ingressado, immediatamente, no regime do direito, n&atilde;o continuando mais ao arb&iacute;trio de um dictador e na intranquilidade em que vive h&aacute; quasi dois annos.&rdquo;</p>]]>
129 <![CDATA[<p style="text-align: justify;"> Com m&aacute;rtires e certo do apoio militar de Minas, do Rio Grande do Sul e do comando regional militar em Mato Grosso, sob as ordens do general Bertoldo Klinger, S&atilde;o Paulo se lan&ccedil;ou numa guerra contra o Governo Provis&oacute;rio a 9 de julho de 1932. Todavia, o esperado apoio mineiro nunca chegou; no Rio Grande do Sul, um reduzido n&uacute;mero de milicianos comandados por Borgers de Medeiros tentaram sem sucesso atrasar as for&ccedil;as legalistas que se dirigiam a S&atilde;o Paulo; de Mato Grosso, apenas Bertoldo Klinger e alguns oficiais chegou ao territ&oacute;rio paulista, e, mesmo com a insurrei&ccedil;&atilde;o da por&ccedil;&atilde;o sul do estado seccionado em estado de Maracaj&uacute;, for&ccedil;as federais advindas do ent&atilde;o norte mato-grossense e do Rio Grande do Sul conseguiram abafar os insurretos.</p>]]>
131 <![CDATA[<p style="text-align: justify;"> H&aacute; quem acusasse um car&aacute;ter separatista no movimento constitucionalista. Este fato &eacute; negado por pesquisas mais apuradas, como a da tese de doutorado de Jo&atilde;o Paulo Rodrigues intitulada &ldquo;O levante &lsquo;Constitucionalista&rsquo; de 1932 e a for&ccedil;a da tradi&ccedil;&atilde;o: do conflito b&eacute;lico &agrave; batalha pela mem&oacute;ria (1932-1934)&rdquo;. Suas an&aacute;lises de fotografias demonstraram que o movimento teve uma participa&ccedil;&atilde;o popular de diferentes estratos sociais (al&eacute;m da elite branca, o operariado, os negros e mulheres se fizeram presentes). O discurso separatista ficou a cargo de um reduzid&iacute;ssimo n&uacute;mero de intelectuais, tal como Monteiro Lobato, que pregava a hegemonia paulista na pol&iacute;tica nacional ou a se a separa&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Paulo.</p>]]>
133 <![CDATA[<p style="text-align: justify;"> Em outubro de 1932, exauridos e contando com uma imensa desigualdade num&eacute;rica (eram cerca de 40 mil entre volunt&aacute;rios e militares da For&ccedil;a P&uacute;blica Paulista contra todo o efetivo federal das tr&ecirc;s armas mais apoio das for&ccedil;as p&uacute;blicas estaduais) S&atilde;o Paulo assinou sua rendi&ccedil;&atilde;o. Seus l&iacute;deres foram presos e depois exilados. O desequil&iacute;brio de for&ccedil;as esteve presente tamb&eacute;m no uso de armamentos e em estrat&eacute;gias inventivas para simular poder de fogo por parte dos paulista, por exemplo, no caso da matraca. F&aacute;bricas foram redesenhadas para fabricar capacetes de guerra; carros, locomotivas e tratores foram adaptados em ve&iacute;culos blindados. Ouro foi arrecadado junto &agrave; popula&ccedil;&atilde;o para financiar o esfor&ccedil;o de guerra. As sobras do que foi arrecadado em ouro financiaram o &ldquo;Edif&iacute;cio Ouro para o Bem de S&atilde;o Paulo&rdquo;. Constru&iacute;do na regi&atilde;o da S&eacute;, seu desenho lembra a bandeira paulista tremulando. S&atilde;o Paulo chegou a ser bombardeada por esquadras federais e a ter cerco mar&iacute;timo imposto pela Marinha do Brasil.</p>]]>
135 <![CDATA[<p style="text-align: justify;"> Finalmente, &eacute; importante salientar que o movimento constitucionalista, embora tivesse origens nos partidos olig&aacute;rquicos paulistas (o PRP e o PD), foi abra&ccedil;ado pela popula&ccedil;&atilde;o que acorreu ao servi&ccedil;o volunt&aacute;rio em todo o estado. &Eacute; neste ponto que temos que analisar com cuidado. Como explicitou o soci&oacute;logo Ant&ocirc;nio C&acirc;ndido, em depoimento para o document&aacute;rio &ldquo;<em>32, a Guerra Civil</em>&rdquo; de Eduardo Escorel (Brasil, 1992), a revolu&ccedil;&atilde;o significou, do ponto de vista da ideologia liberal das classes dominantes, um progresso, pois impunha ao Governo Provis&oacute;rio a necessidade de uma Constituinte. Todavia, do ponto de vista sociol&oacute;gico, caso o projeto liberal fosse vitorioso, representaria um completo retrocesso social nas discuss&otilde;es j&aacute; em curso do que viriam a ser as conquistas trabalhistas e sociais.</p>]]>
137 <![CDATA[<p style="text-align: justify;"> <a href="/assets/uploads/kcfinder/files/O-BOATO.-Diario-da-Manha_-Corumba_-n.-11_-1__-jul.-1932_-p.-1..pdf"><img alt="" src="/assets/uploads/kcfinder/images/O-BOATO.-Diario-da-Manha_-Corumba_-n.-11_-1__-jul.-1932_-p.-1..jpg" style="width: 150px; height: 218px;" /></a> ; ; ; ; ; ;<a href="/assets/uploads/kcfinder/files/EXEMPLO-dignificante.-Diario-da-Manha_-Corumba_-n.-13_-3-jul.-1932_-p.-1..pdf"><img alt="" src="/assets/uploads/kcfinder/images/EXEMPLO-dignificante.-Diario-da-Manha_-Corumba_-n.-13_-3-jul.-1932_-p.-1..jpg" style="width: 150px; height: 218px;" /></a> ; ; ; ; ; ;<a href="/assets/uploads/kcfinder/files/MOMENTO-decisivo.-Diario-da-Manha_-Corumba_-n.-14_-4-jul.-1932_-p.-1..pdf"><img alt="" src="/assets/uploads/kcfinder/images/MOMENTO-decisivo.-Diario-da-Manha_-Corumba_-n.-14_-4-jul.-1932_-p.-1..jpg" style="width: 150px; height: 218px;" /></a> ; ; ; ; ; ;<a href="/assets/uploads/kcfinder/files/ALEA-jacta-est.-Diario-da-Manha_-Corumba_-n.-15_-6-jul.-1932_-p.-1..pdf"><img alt="" src="/assets/uploads/kcfinder/images/ALEA-jacta-est.-Diario-da-Manha_-Corumba_-n.-15_-6-jul.-1932_-p.-1..jpg" style="width: 150px; height: 218px;" /></a></p>]]>
138 <![CDATA[<img alt="" src="/assets/uploads/kcfinder/images/O-BOATO.-Diario-da-Manha_-Corumba_-n.-11_-1__-jul.-1932_-p.-1..jpg" style="width: 150px; height: 218px;" />]]>
138 <![CDATA[<img alt="" src="/assets/uploads/kcfinder/images/EXEMPLO-dignificante.-Diario-da-Manha_-Corumba_-n.-13_-3-jul.-1932_-p.-1..jpg" style="width: 150px; height: 218px;" />]]>
138 <![CDATA[<img alt="" src="/assets/uploads/kcfinder/images/MOMENTO-decisivo.-Diario-da-Manha_-Corumba_-n.-14_-4-jul.-1932_-p.-1..jpg" style="width: 150px; height: 218px;" />]]>
138 <![CDATA[<img alt="" src="/assets/uploads/kcfinder/images/ALEA-jacta-est.-Diario-da-Manha_-Corumba_-n.-15_-6-jul.-1932_-p.-1..jpg" style="width: 150px; height: 218px;" />]]>
139 <![CDATA[<p style="text-align: justify;"> <a href="http://www.apmt.mt.gov.br/site/para-saber-mais-jornal-de-hontem-julho-2016">Para saber mais...</a></p>]]>
179 <![CDATA[<div class="footer-left" style="text-align:justify;"> <address> Arquivo Público Estadual Cuiabá, Mato Grosso, Brasil, Av. Getúlio Vargas, 451, Centro. CEP 78005-600 </address> Tel: +55 (65) 3613-1800<br/> <span style="margin-left:4.7em">(65) 3613-1802</span> </div>]]>
187 <![CDATA[<span style="margin-left:4.7em">(65) 3613-1802</span>]]>
287 <![CDATA[<script type="text/javascript">var base_url = 'http://www.apmt.mt.gov.br/';</script>]]>
302 <![CDATA[<script> (function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','https://www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-73642372-1', 'auto'); ga('send', 'pageview'); </script>]]>